29 junho, 2018

29 DE JUNHO, DIA DE SÃO PEDRO.
Extraordinário trabalhador do Evangelho.

Diálogo de Simão Pedro com Jesus

"Ajuda-me, dizendo-me qual o primeiro passo que deverei dar, na conquista do novo caminho.
(...)
- Ama, Simão, em qualquer circunstância e situação, por mais adversas se te apresentem.
(...)
Nunca te detenhas no exame do mal de qualquer procedência que gera sombras, perturbando-te. Nem acuses a sombra, que é portadora de peculiar magia, porque a sombra é a luz oculta. Isto é: somente quando ela triunfa é que surge a claridade que estava escondida noutra claridade maior...
Observa as constelações cintilantes e constatarás que somente as vês por causa da sombra dominante, embora lá sempre estiveram mesmo durante o dia.
(...)"
Livro A Mensagem do Amor Imortal, Amélia Rodrigues, Divaldo Franco.

Saint-Exupéry, 29 de junho de 1900, Lyon
"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "

13 junho, 2018

ANTÔNIO GUERREIRO DE DEUS
Era uma tarde primaveril em Pádua, 
onde os lírios desabrochavam de esplendor 
na saudação ao sol, 
a natureza retumbante, em toda a sua plenitude. 
O vozerio das crianças em desabalada corrida, 
anunciava, "Morreu o Santo"
E as portas da cidade de Pádua.
Desencarnava aquele que dedicou 
a Vida em Doutrina e Bondade,
O primeiro Doutor da Igreja Católica,
saia da vida ao 36 anos, 
fazendo jus a pertencer aquela falange de homens, 
que tem no coração a Bússola da Verdade e, 
por isso, na travessia dos mares da vida, 
por entre os ciclones e as calmarias, 
jamais perdem o rumo do porto da terra bendita, 
onde o espírito tem as ancôras da sua imortalidade.
E na Iluminação da Passagem,
suas últimas palavras são; 
"Estou vendo o meu Senhor ".

08 agosto, 2017

Prece do Alvorecer (Divaldo Franco)


Acordei quando a manhã se vestia de luz para receber o dia. O sol, espreguiçando-se por detrás das nuvens, derramava seus raios mornos pela terra.

Abrindo a janela, senti uma grande alegria e desejei orar ao Criador de todas as coisas, ao Pai de todos nós. Queria dizer tantas coisas!

Mas como se pode, sendo tão pequeno, dizer coisas grandiosas a quem é tão onipotente?

Desejei abraçar o dia e servir, fazer algo útil, bom, especial.

Como se pode agradecer ao pai generoso por tantas dádivas senão buscando se tornar um servidor para as suas criaturas?

Entre a timidez e a emoção, com o coração a cantar em descompasso no peito, comecei:

Meu Deus e meu Senhor. Eu gostaria tanto de poder colaborar contigo. Eu gostaria de ser um jardim de flores, de todas as cores, para embelezar a terra.

Mas, na pobreza que minha alma encerra, se não puder ser um jardim, deixa-me ser uma rosa solitária, em uma fenda da rocha, colocando beleza no painel nobre da natureza.

Eu gostaria de ser um canteiro perfumado, aonde as abelhas viessem colher o néctar, para produzir o mel que alimentaria bocas infantis.

Eu gostaria de ser um trigal maduro, para colocar pão na mesa da humanidade. Mas, é demais para mim.

Como não poderei ser uma seara, ajuda-me a ser o grão, que caindo no chão, se multiplique num milhão. E me transforme em pão para os meus irmãos.

Eu gostaria de ser um pomar de frutos maduros para acabar com a fome. Mas na pobreza que me consome, te venho pedir para ser uma árvore desgalhada, projetando sombra na estrada. Talvez alguém, em passando de mansinho, por esse caminho possa me dizer "olá". E respondendo, eu estenda a mão e me ofereça: "sou teu irmão, sou teu amigo."

Eu gostaria de ser como uma chuva generosa, que caísse na terra porosa e reverdecesse o chão. Mas, como não conseguirei, então, te pedirei para ser um copo de água fria que mate a sede de quem anda na desesperação.

Eu gostaria de ser um riacho que descesse a encosta da montanha cantando, por entre as pedras, ofertando linfa refrescante às árvores que protegem o solo.

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Meu Deus!
Eu gostaria de ser como a via-láctea
de estrelas para que as noites da Terra
fossem mais belas e a dor debandasse,
na busca de um novo dia.

Mas, na minha pequenez,
sem conseguir,
te quero pedir para ser um pirilampo na noite escura,
iluminando a amargura de quem anda na solidão.

Eu gostaria de ser um poeta,
um artista, um trovador.
Quem sabe um cantor, um esteta,
orador para falar da magia e da beleza da tua glória.

Mas, como eu quase nada sou,
como me falta o verbo, a mestria, então, eu te peço, Senhor,
para ser o companheiro da criatura deserdada.

Deixa-me caminhar pela estrada
 e estender a mão a quem anda solitário e triste.
Deixa-me ser-lhe a mão de sustento
e lhe dizer:
"sou teu irmão, estou contigo. Vem comigo."

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20 agosto, 2015

Pe. Valmir Silvano: Espiritualidade

Pe. Valmir Silvano: Espiritualidade: ​ Ser alguém de sucesso é ser feliz!          Jesus ensinou que feliz é o homem que edifica sua vida sobre a rocha, ou seja, sobre um ali...

20 abril, 2015

O PARADOXO DE NOSSOS TEMPOS
George Carlin

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente. 

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. 

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. 

Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar,mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. 

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir maiscópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros
acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas". Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito. 

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem! 

Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.
George Carlin

26 janeiro, 2015

“Eu gosto de quem se revela, não se esconde, não se
amedronta.
Gosto de quem não sabe tudo.
De quem sabe ganhar, mas também perder com dignidade.
De quem curva a cabeça, quando necessário, 
fala olhando nos olhos e tocando nas mãos.
De quem adota a esperança e os sonhos como possibilidades.
De quem sabe encantar, dizendo sim ou não.
De quem não precisa gritar para ser ouvido.
Gosto mesmo de quem fala baixo, pausadamente e firme.
De quem não faz tempestades com os pequenos vendavais.
Gosto de quem sabe gostar bonito, sem frescura, sem explicações, sem conceitos longos e causas infinitas.
Gosto de quem não precisa explicar seu jeito de ser.
Gosto de quem aceita e perdoa os deslizes.
Gosto de gente que a gente pode tocar, falar, olhar, reclamar e AMAR. “
Ita Portugal

16 janeiro, 2015

RELACIONAMENTOS DESCARTÁVEIS
Às vezes a gente machuca o outro mesmo sem saber,
assim, nas pequenas indelicadezas do cotidiano. 
Quando se vê, a embarcação já está avariada 
demais para continuar a travessia. 
Os pedaços se desconstroem ali mesmo, 
numa imensidão de sentimentos, palavras e reticências. 
E como é fácil abandonar os destroços daquilo 
que um dia fez viagens tão extraordinárias. 
O desamparo hoje vive lado a lado com a solidão. 
Em uma sociedade carente de cuidados, 
os relacionamentos muitas vezes são tratados 
como objeto descartável e jogados no lixo 
com a mesma facilidade com que se despreza 
uma folha de papel rabiscada.
Manter uma dança a dois é quase tão difícil 
quanto encontrar alguém para subir ao palco. 
Se tudo fossem flores se chamaria jardim e não relacionamento. 
Pela falta de tato em compreender as andanças do outro, 
surgem as brigas e discussões que instigam 
um dos dois a abandonar o navio mais cedo. 
É tão comum a gente jogar tudo para o alto por tão pouco. 
Tanto sentimento bonito que demorou deliciosos parágrafos 
para ser construído. 
Uma divergência de opiniões, um desacordo momentâneo, 
verde ou rosa, calabresa ou quatro queijos, direita ou esquerda. 
É muito mais fácil terminar uma parceria que não está dando certo do que simplesmente tentar acertar os pontos de discordância para que o “tique-taque” do relógio seja encantadoramente o mesmo. 
No mundo da facilidade, quando algo se quebra, na medida do possível, se troca por outro. 
Premissa que infelizmente desancora muitos romances por aí.
De fato, à primeira vista, pode parecer muito mais fácil ficar à deriva. Afinal de contas o mar está abarrotado de peixes. 
Mas se a cada turbulência for necessário recomeçar o fluxo de novo 
e de novo e de novo, a terra nunca será vista. 
Imagine os grandes navegadores voltando ao porto na primeira turbulência. 
Embarcar no caminho do outro também faz parte de uma viagem duradoura. 
Descompassos sempre existirão aqui, ali ou acolá. 
O que importa mesmo é o quanto de você está de fato entregue nesta parceria, e só. 
Caso contrário, é apenas um círculo vicioso de troca de protagonistas
Não existem relacionamentos, pessoas ou momentos perfeitos. O que existem são pessoas realmente dispostas a velejar não importa as condições do tempo. 
O amor é um vento poderoso. 
Quando a gente deixa, quando o coração tá cheinho de permissividade 
ele consegue ser brisa, ventania e furacão na proporção certa, só direcionar as velas que o amor faz o resto.
Relacionamento exige muito mais que disposição, 
demanda constância e perseverança. 
Uma vez que os rumos da embarcação são estabelecidos, na grande maioria das vezes uma boa conversa e respirar (bem fundo) são capazes de fazer milagres. 
Se ainda resta um pontinho que seja de vontade e bem querer, 
reparar as arestas, por mais complexo que possa parecer, 
pode ser muito mais prazeroso e recompensador do que começar o jogo do amor do zero. 
Um brinde aos recomeços e outro tintilar de taças ainda maior para as permanências.
Saiu pela porta porque o livre arbítrio a permitia. 
Voltou, porque sabia que alguém a esperava pacientemente 
segurando as chaves deixadas impetuosamente para trás.
Então vamos consertar, ao invés de simplesmente jogar fora.
Eu digo;
- Trouxe a cola 
E um coração novinho em folha também.

(Baseado em um texto de Danielle Daian)

17 março, 2014

UMA VIDA INTERESSANTE
"Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. 
Elas trocam de cidade. 
Sentem-se em casa em qualquer lugar. 
Investem em projetos sem garantia. 
Interessam-se por gente que é o oposto delas. 
Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. 
Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. 
Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. 
Começam do zero inúmeras vezes. 
Não se assustam com a passagem do tempo. 
Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor
e compram passagens só de ida..." 
in "Uma vida Interessante", do livro Doidas e Santas, Martha Medeiros

07 maio, 2013


Maturidade x Romantismo...

À medida que amadurecemos, nossa tendência é nos tornarmos mais sensíveis, mais receptivos às experiências metafísicas...
Porém essas tendências poderão nos levar a caminhos e descaminhos...
Se deixarmos a sensibilidade se dominar por dissabores, nosso destino vai adquirir um tom amargo.
Se no entanto nos voltarmos para o lado fascinante da existência, vamos nos tornar mais solidários, mais românticos, conseqüentemente mais interessantes e felizes.
O romantismo age como um bálsamo em nossas mentes, almas e corações...
Muitas vezes há quem chegue admitir que, só pelo romantismo já vale a vida...
Felizes os românticos assumidos de qualquer idade!
E aos maduros, que ainda relutam em assumir essa faceta inigualável da existência, não sabem o que estão perdendo...
Entreguem-se incondicionalmente aos prazeres do romantismo e verão que a vida vai adquirir um novo sentido, novos sabores, novos coloridos... e as vicissitudes do cotidiano se tornarão mais amenas, mais facilmente suportáveis.


Paz e Luz !
(Oriza Martins)